Viagem à Lima Duarte 2011/1

Há duas semanas, o Entre Jovens pisou mais uma vez na cidade de Lima Duarte, em Minas Gerais. Em 2009, quando fomos à cidade pela primeira vez, Deus colocou em nós um amor muito grande por este lugar. Depois de quase dois anos, voltamos. Nessa segunda viagem, muitos foram pela primeira vez e puderam perceber com seus próprios olhos a necessidade urgente de se realizar um trabalho consistente de evangelização. Em apenas dois dias realizamos trabalhos com crianças, fizemos evangelismo nas ruas e também algumas entrevistas com moradores da cidade a fim de coletarmos informações importantes sobre as pessoas e sobre a cidade. Seguindo a direção do que Deus tem nos orientado, pretendemos retornar mais vezes a fim de dar suporte aos trabalhos que já são feitos naquele lugar e realizar ações contínuas que alcancem toda cidade de Lima Duarte com a mensagem do amor de Deus. Tocados por Deus, o casal Marcelo e Jorgete – integrantes do ministério Entre Jovens e membros da PIB de Moça Bonita – decidiu se mudar para a cidade tornando-se voluntários fixos para que a obra naquele lugar não pare. Nossa próxima viagem já está agendada para os dias de Carnaval. Será mais uma oportunidade que teremos de pisar, orar e semear naquela terra que já amamos tanto! Se você deseja participar dessa obra, entre em contato conosco.

Segue abaixo o testemunho do meu irmão Felipe, que esteve conosco na última viagem. Felipe é integrante do ministério Entre Jovens na área de teatro (Videarte) e nessa viagem coordenou o trabalho de entrevistas com moradores da cidade. Nesse breve relato, ele conta um pouco sobre suas experiências e sobre sua percepção sobre o lugar. Abra o seu coração, seja edificado e desafiado através desse testemunho:

“Vou falar um pouco sobre minha experiência em Lima Duarte. Primeiro, fizemos várias entrevistas com moradores de lá, de várias idades, algumas em vídeo, outras preenchendo uma ficha. Achei que foi muito produtivo. Primeiro, porque pra mim foi algo totalmente novo. Confesso que fiz isso com certa naturalidade, isso por causa da minha personalidade mesmo, acho que consegui estabelecer um diálogo que pra nós cristãos é bem interessante. Senti dos entrevistados certa satisfação somente pela conversa, pelo contato, pelo interesse de ‘saber o que pensa’, coisa que, de acordo com eles, ‘não acontece entre os evangélicos’. Pudemos perceber alguns problemas daquela cidade. Um que me chamou atenção e que talvez seja o nosso principal desafio é a superficialidade religiosa. Me surpreendeu essa constatação. Eu sempre tive uma imagem de que aquele povo era muito católico e, por esse motivo, muito duros de coração para o evangelho. Não foi o que encontrei. Casos de pessoas duras existem mas, em geral, senti uma certa apatia e distância daquele povo e sua religião. Qualquer que fosse a crença da pessoa que abordávamos, ela não influenciava significativamente suas atitudes e comportamentos. Isso acontece até mesmo entre os evangélicos. E os que ‘vivem mais o que pregam’, estão presos a doutrinas e formatos que, de certa forma, repelem os diferentes, como é comum em muitas denominações neo-pentecostais. Senti que a falta de lazer também é um problema sério na cidade. Parece que acontece mais ou menos assim: Há pouquíssimas opções de lazer na cidade, principalmente nas áreas mais pobres. Isso aumenta o problema do alcoolismo na cidade e, mais recentemente, as drogas também têm ganhado seu espaço, não somente entre os jovens, mas adultos também. Isso dificulta também um compromisso com a igreja, já que quando a pessoa se converte, perde as poucas opões de lazer que tinha antes (sair pra beber, baladinhas, etc). Felizmente, a resistência aos evangélicos ainda não é um problema. De alguma forma os moradores têm uma visão positiva quanto a eles, o que facilitaria, por exemplo, um evento externo declaradamente evangélico. Se fosse uma alternativa de lazer então, estaríamos juntando o útil ao agradável. Acho que podemos fazer grandes coisas naquele lugar se prestarmos atenção a outras necessidades daquele povo, além da falta de um relacionamento com Deus, que pra nós é o principal foco de trabalho. Conhecer a pessoa, ir à sua casa, entender suas necessidades, estabelecer um vínculo e apresentar o Reino de Deus, por exemplo. Espero fazer parte da mudança que Deus vai fazer naquela cidade e espero que estejamos juntos nisso” (Felipe Pires, 22 anos).

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~ por ministerioentrejovens em fevereiro 15, 2011.

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