Os benefícios do Jejum

O jejum acompanha adequadamente a oração em muitas situações: em momentos de intensa intercessão, arrependimento, adoração e busca de orientação. Em cada uma dessas situações, o jejum traz diversos benefícios e todos eles afetam a nossa relação com Deus: (1) o jejum aumenta o nosso senso de humildade e dependência de Deus (pois a fome e a fraqueza física continuamente nos fazem lembrar que não somos de fato tão fortes em nós mesmos, mas precisamos do Senhor). (2) O jejum nos permite dedicar mais atenção à oração (pois não perdemos tempo comendo); e (3) funciona como continuo lembrete de que, assim como sacrificamos algum conforto ao Senhor pelo fato de não comer, também devemos sacrificar a ele, continuamente, todo o nosso ser. Além disso, (4) jejuar é um bom exercício de autodisciplina, pois quando nos abstemos de ingerir alimentos, que normalmente desejamos, também fortalecemos nossa capacidade de nos abster do pecado, ao qual senão seríamos tentados a ceder. Se nos treinamos a aceitar de bom grado o leve “sofrimento” do jejum, seremos mais capazes de aceitar outros sofrimentos por amor da justiça. (5) O jejum também intensifica a atenção espiritual e mental, e a consciência da presença de Deus, pois nos concentramos menos nas coisas materiais deste mundo (como o alimento) e as energias do organismo se desvencilham da digestão e do processamento do alimento. Isso possibilita que nos concentremos nas eternas realidades espirituais, que são muito mais importantes. Por fim, (6) o jejum exprime sinceridade e urgência na oração: se continuássemos a jejuar, acabaríamos morrendo. Portanto, de modo simbólico, o jejum sinaliza para Deus que estamos prontos a entregar a própria vida para que a situação se altere, não mais continue assim. Nesse sentido, o jejum é especialmente indicado quando o estado espiritual da igreja se acha deprimido.

Embora o Novo Testamento não exija especificamente que jejuemos, nem estabeleça períodos especiais de jejum, Jesus por certo supõe que jejuaremos, pois diz aos seus discípulos “Quando jejuardes” (Mt 6.16). Além disso, diz também Jesus: “Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e desses dias hão de jejuar” (Mt 9.15). Ele é o Noivo, nós somos seus discípulos, e nesta era da igreja ele nos foi “tirado” até o dia em que irá voltar. A maioria dos cristãos ocidentais não jejua, mas, se nos dispuséssemos a jejuar mais regularmente, talvez nos surpreendêssemos ao notar quanto mais poder e força espiritual teríamos na nossa vida e nas nossas igrejas.

O jejum é fome de Deus, e não apenas pelas bênçãos de Deus. Nosso jejum nasce exatamente da saudade de Deus. O jejum é um teste para conhecermos qual é o desejo que mais ansiamos. Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Nosso jejum não pode ser entendido apenas como abstinência de alimentos, mas deve também incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma, mas deixamos por amor a Deus e ao propósito. Vivemos numa geração cujo “deus” é o estômago (Fp 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de Deus, e não no Deus das bênçãos. Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que alimentar-se. Quem jejua tem mais fome do Pão do céu do que do pão da terra. Quem jejua é mais confi ante no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra. O jejum não é só obter o favor de Deus ou mudar sua vontade (Leia Isaías 5.1-12), nem impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mt 6.16-18), tampouco é para proclamar nossa espiritualidade diante dos homens. Este será um tempo de demonstração do Amor de Deus e à sua Igreja. Jejum é fome de Deus, e não de aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10,12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20.3; Et 4.16) e para retornarmos para Ele com todo o nosso coração (Jl 2.12-13). O jejum é para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Ed 8.21-13). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mt 9.28-29).

Que Deus nos desperte para jejuar e orar. Que Deus nos leve a uma vida de quebrantamento e santidade. Que Deus sacie a nossa alma nos ricos banquetes da sua graça.

Leia mais sobre jejum em: Ne 1.4; Et 4.3; Dn 9.3; Jl 2.12; Lc 2.37; At 13.2; At 13.3; At 14.23; Hb 5.8; I Pe 4.1-2

[ Teologia Sistemática, Wayne Grudem; Jornal Atos Hoje ]

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~ por ministerioentrejovens em agosto 1, 2011.

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