E quando o bicho tá pegando?

Eu estava andando pela rua quando ouvi alguém me chamando. Era um jovem da minha igreja querendo falar comigo. Perguntei se estava tudo bem, e ele disse: “Não tá nada bem, não. O BICHO TÁ PEGANDO, PASTOR! Foi bom te encontrar porque eu tô precisando mesmo me abrir com alguém!”

De imediato, a minha resposta foi: “Se o bicho tá pegando, Jesus é o único que pode matar o bicho.” Aquele rapaz abriu seu coração e falou sobre como estava difícil viver em santidade com tantas tentações e problemas que o cercavam todos os dias. Ele me olhou, quase chorando e disse: “parece que quando eu começo a vencer uma tentação, aparece outra ainda mais perigosa que acaba me seduzindo e detonando minha vida espiritual, pastor! O bicho tá pegando mesmo!”

Por trabalhar no ministério com jovens há alguns anos, já pude aconselhar muitos que me procuraram com as mesmas dificuldades deste rapaz.

Uma moça evangélica me ligou pedindo conselhos sobre seu namoro e casamento, que já estava praticamente todo acertado. Só que havia alguns detalhes estranhos: tanto a moça quanto o rapaz estavam desempregados e sem condições financeiras para assumirem tal responsabilidade. Após a lua-de-mel, eles não morariam juntos, mas continuariam morando com seus pais. Também não havia a aprovação das famílias que não entendiam a pressa de ambos de se casar.

Quando perguntei o motivo da pressa, ela me respondeu: “Decidimos nos casar às pressas porque o nosso namoro deixou de ser cristão.” E me contou que o namoro era uma bênção até que entrou o “sarro”. Com o tempo começaram a se relacionar sexualmente. Nos últimos meses de namoro eles já haviam se arrependido e chorado, mas voltaram ao sexo muitas vezes sem conseguir se libertar desse ciclo. Tiveram, então, essa idéia para “vencer o pecado”. Eles se casariam e continuariam morando com seus pais até conseguirem uma condição mínima para morarem juntos, pois assim estariam “liberados para praticar sexo a vontade”.

Tentei mostrar que estavam tentando resolver um problema criando outro ainda maior e que a vitória contra o pecado não seria ganha com uma assinatura no cartório, e sim aos pés da cruz de Cristo.

Histórias como esta ilustram bem o quanto “o bicho tá pegando” e o quanto um namoro pode vir a se tornar um verdadeiro desastre. Jesus não pode ser encarado como um bombeiro, que só é chamado para apagar o fogo. Os namorados devem fazer propósitos mútuos de buscar a Deus como por exemplo: jejuar um pelo outro semanalmente, deixar de se beijar e de se abraçar durante um tempo determinado para buscar mais de Deus, estudar a Bíblia juntos, deixar de passear para se dedicarem à oração, evangelizarem juntos etc. Um namoro a três só não dará certo se não for da vontade de Deus, caso contrário, tem tudo para ser uma bênção.

Lúcio Barreto Jr. é o pastor dos jovens da Igreja Batista Getsêmani. Já publicou três livros com temas dedicados aos jovens: “Manual de sobrevivência para pais de adolescentes” e “Manual de sobrevivência para o jovem cristão” I e II.

Extraído: evangelizacaopessoal.sites.uol.com.br

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